ASSOCIACAO FILATELICA
E NUMISMATICA
DE SANTA CATARINA
C A 7-
ev- n
BOLETIM INFORMATIVO N° 52
AGOSTO DE 2005
ASSOCIACAO FILATELICA E NUMISMATICA DE SANTA CATARINA
Rua dos Ilheus, 118 sobreloja 9 - Ed. Jorge Daux
CEP 88.010-560 - Florianopolis - SC
Fone/fax: (48)222-2748
A AFSC, fundada em 06/08/1938, e uma Entidade sem fins lucrativos, reconhecida
de Utilidade Publica pela Lei Estadual 542 de 24/09/1951 e pela Lei Municipal
970 de 20/08/1970.
A AFSC e filiada a FEFINUSC - Federagao Filatelica e Numismatica de Santa
Catarina, a FEBRAF - Federagao Brasileira de Filatelia, e a FEFIBRA - Federagao
dos Filatelistas do Brasil.
DIRETORIA da AFSC (periodo 2004 - 2005):
Presidente:
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Primeiro secretario:
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Primeiro tesoureiro:
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Diretor de Sede:
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Conselho fiscal:
Luis Claudio Fritzen
Felix Eugenio Reichert
Ernani Santos Rebello
Daniela Ota Hisayasu Suzuki
Rubens Moser
Paulo Cesar da Silva
Ademar Goeldner
Lucia de Oliveira Milazzo
Demetrio Delizoicov Neto
Eduardo Schmitt
Luiz Antonio Oliveira Horn
Joao Alberto Brasil (Suplente)
Jose Luiz Sobierajski (Suplente)
Roberto Wildner (Suplente)
2
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EDITORIAL
Temos a convicgao de que o colecionismo brasileiro vive um bom momento.
Iniciativas como a Vila Rica 2005 -1 Exposigao Filatelica Nacional, a ser
realizada em Ouro Preto, no periodo de 14 a 20 de agosto, promovida pela
FEFIBRAe CORREIOS, a I Mostra Filatelica e de Telecartofilia de Santa
Catarina, acontecendo de 25 de julho a 5 de agosto, em Florianopolis,
promovida pela Brasil Telecom e CORREIOS e a II Feira Internacional
de Filatelia, que acontecera em Sao Paulo de 25 a 26 de novembro, sao
exemplos do empenho de muitos entusiastas, a quern saudamos.
Ao mesmo tempo em que a Associagao Filatelica e Numismatica de Santa
Catarina realiza o 140° Encontro de colecionadores do Estado, estamos
felizes por entregar mais um boletim SANTA CATARINA FILATELICA.
Agradecemos a todos os articulistas e anunciantes, que nos proporcionaram
mais esta edigao.
Boa leitura!
A Diretoria
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INDICE GERAL
AO REMETENTE 04
Projeto TAMAR em Florianopolis 08
Do Cartier-Bresson que nao conhecemos 10
Falsificagao - o caso da ilha da Trindade 12
Cedulas brasileiras - como colecionar 16
Allan Kardec 22
Filatelia Tematica - um pouco de historia 24
Cartoes postais - dicas para colecionadores 26
A Sigilografia na numismatica brasileira 28
AFSC participativa 34
Indice de Anunciantes 3 6
v
j
3
AO REMETENTE
Roberto J. Eissler - Jaragua do Sul, SC
H a diversos motivos pelos quais os
Correios devolvem uma carta ao seu
remetente. Encontramos alguns carimbos
explicitando esses motivos. A figura 1 nos
mostra um envelope, circulado em fins
de 1949, com um carimbo exclusivo para
o motivo “Nao existe o numero indicado”.
figura 1
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figura 1A
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Verso parcial
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Outros, exclusivos para “Mudou-se s/
comunicar” (figura 2) e “Nao mora no
enderego indicado” (figura 3), aparecem
em envelopes circulados em 1950.
Podemos concluir que deveria haver
carimbos para outros motivos. Caso nao
existissem carimbos, o motivo seria
manuscrito sobre o envelope (figura 4).
Atualmente, todas as justificativas para a
devolugao das correspondences estao em
um unico carimbo (figura 5). Isto
facilita o servigo, pois reduz de seis
(pelo menos) para um unico
carimbo. Para as correspondences
circuladas, dentro do territorio
nacional, essas informagoes estao
escritas em portugues e para as
correspondences vindas de outros
paises, que precisam ser devolvidas
ao remetente, ha um carimbo
semelhante, mas escrito em frances
(figura 6).
O modulo 5 do capitulo 5 do
Manual de Distribuigao, emitido em
18/02/91 e em vigencia desde 01/12/90,
em seu item 1°, trata das Regras Gerais
de Devolugao. O item 1.1 diz,
textualmente, “sera, de imediato,
devolvido ao remetente, o objeto no qual
conste uma das anotagoes citadas abaixo
e que, apos esgotados todos os recursos
disponiveis, inclusive o da pesquisa, nao
seja possivel a sua entrega a quern de
direito, salvo os impressos simples que
4
figura 2
MUC<jJ • ■ *•-’
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figura 3
nao sejam de devolugao automatica ou
garantida:
D - destinatario DESCONHECIDO no
local;
I - enderegamento INSUFICIENTE;
M - destinatario que tenha MUD ADO;
N - NAO existe o NUMERO indicado;
R-objetoRECUSADO;
F - destinatario FALECIDO.”
Essas recomendagoes se fazem
necessarias pois, segundo o artigo
II da lei n° 6.538 de 22 de junho de
1978, “os objetos postais pertencem
ao remetente ate a sua entrega a
quern de direito”. Isto quer dizer
que os Correios sao fieis
depositaries da correspondence
que e enviada e, se o destinatario
nao for encontrado, os Correios
devem devolve-la ao remetente.
Os carimbos de borracha, aplicados
na correspondence, trazem os
motivos da
figura 4
Frente e verso
mais dois: “AUSENTE” e “NAO
PROCURADO”. Ha um espago em
branco para um motivo diferente desses
e ha, tambem, um espago para assinalar
se a informagao foi escrita pelo porteiro
ou sindico.
Com a chegada dos carimbos Trodat®,
esses carimbos de borracha comegam a
ser substituidos e um novo, contendo o
nome do carteiro, passa a ser utilizado
(figura 7). Caso a correspondence tenha
impressos os ‘motivos de devolugao’,
basta aplicar um carimbo “Ao Remetente”
(figura 8) e assinalar o motivo.
Os carimbos ilustrados nas figuras 5, 6, 7
e 8 sao usados pelos Correios de Jaragua
do Sul, ou o foram num passado recente.
Podemos afirmar que, de um modo geral,
nao deve ser muito diferente em outras
agencias. Entretanto, poderemos
encontrar diferengas nos carimbos.
Dues finite
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devolugao citados e
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figura 5
Dimensdes:
4,7x5,3cm
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0 3 Hi, 2005
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figura 6
Dimensoes:
6,2x6,2cm
figura 7
Dimensoes: 6x4cm
AO REMETENTE
0 3 FFV 2005
COD/JGS
figura 8
Dimensoes:
4x2,3 cm
Um motivo nao previsto no citado Manual
de Distribuigao e “CAIXA POSTAL
CANCELADA” (figura 9). Esse motivo
poderia ser escrito no espago em branco
que ha no carimbo de devolugao (figura
5), entretanto deve ser um motivo bastante
comum, pois temos carimbo especial para
essa situagao em Sao Paulo.
Ha tambem periodos de excegao, guerras
e beligerancias entre outros, que
dificultam a chegada da correspondence
ao seu destino, como por exemplo
“Relagoes Postais Interrompidas” (figura
10). Mas isso ja e uma outra historia...
Concluindo, os envelopes “Ao
Remetente” sao indiscutivelmente
circulados e pertencem a um
figura 9A
Verso parcial
6
capitulo novo a ser explorado pelos
filatelistas na Historia Postal. Muitas
vezes os envelopes percorrem caminhos
tortuosos ate voltarem aos seus
proprietaries (remetentes). Descobrir tais
caminhos e as causas do seu retomo nos
faz viajar com esses envelopes.
Observagoes sobre algumas figuras:
Fiqura 1 = Envelope registrado de Pelotas
(30.11.1949) com destino a Porto Alegre
(06.12.1949). Devolvido ao Remetente
conforme carimbo no verso pois “nao existe
o n° indicado”. Retornou a Pelotas em
23.01.1950 e aguardou no setor Posta
Restante para que o proprietario fosse
busca-lo.
Fiqura 2 = Verso de um envelope de
Blumenau (04.03.1950) com destino a
Porto Alegre (11.03.1950). Devolvido
ao Remetente pois o destinatario
“mudou-se s/comunicar”. Retornou a
Blumenau em 20.03.1950.
Fiqura 3 = Verso de um envelope
circulado em Porto Alegre e devolvido
ao remetente em 07.08.1950 pois o
destinatario “nao mora no enderego
indicado”.
Fiqura 4 = Bilhete Postal de Diamantina
(11.07.1921) com destino a Belo
Horizonte. Devolvido ao remetente
conforme anotagao manuscrita “nao
existe a numeragao na rua indicada
15.7.1921”. Retornou a Diamantina e
aguardou no setor Posta Restante para
que o proprietario fosse busca-lo,
entretanto foi “nao-reclamada” pois nao
consta o enderego do remetente sendo
impossivel avisa-lo para buscar essa carta.
figura 10 - Frente e verso
f \
Conhega a
AFSC
pela internet:
www.afsc.org.br
V_ J
Fiqura 9 = Envelope (22,5 x 16,5 cm) de
Jaragua do Sul (03.09.1988) a Sao Paulo
(05.09.1988). Devolvido ao Remetente pois
o destinatario teve a “caixa postal cancelada”.
Fiqura 10 = Envelope de Curitiba
(09.09.1940) via Portugal / Franga nao
chegou por motivo de “relagoes postais
interrompidas”. Retornou a Curitiba em
27.07.1941.
7
Projeto TAMAR em Florianopolis
Ernani Rebello - Florianopolis, SC
C om relativo atraso, finalmente foi
instalada em Florianopolis a 2 l a Base
de Pesquisa e Conservagao do Projeto
Tamar. O evento ocorreu no dia 6 de abril
de 2005, no Centro de Educagao
Ambiental e Reabilitagao do Tamar,
localizado na praia da Barra da Lagoa,
norte da ilha e contou com a presenga de
varias autoridades e tecnicos ligados ao
meio ambiente e representantes de ONGs.
A chamada Base Tamar Sul foi criada para
apoiar as agoes realizadas pelo Tamar em
nossa regiao, com o objetivo de reduzir a
captura incidental de tartarugas marinhas
pela pesca.
Na ocasiao foram liberadas, na praia em
frente a Base, duas tartarugas marinhas
recuperadas pelo projeto.
A base do Tamar em Florianopolis
funciona em uma area de dois hectares. E
formada por uma area de exposigao com
paineis explicativos sobre o trabalho do
Projeto no Brasil e na regiao Sul, inclusive
com explicagoes
sobre as artes de
pesca que capturam
tartarugas marinhas.
Possui replicas de
animais marinhos,
tres tanques para reabilitagao e exposigao
de tartarugas, sala de video e loja de
artigos de souvenir com a marca do
Tamar. O Centro de Reabilitagao atende
os animais machucados por redes ou
anzois e la permanecem ate a sua plena
recuperagao para que possam ser
devolvidos a natureza.
O Tamar e um dos mais bem sucedidos
programas
ambientais
desenvolvido pelo
IB AM A , ja tern 25
anos de existencia e
nesse periodo
alcangou a marca de
sete milhoes de
filhotes de tartaruga
marinha nascidos
sob a protegao do
Projeto. E
importante ressaltar
que de cada 1000
filhotes desovados
nas praias apenas
BmsiJ UK uii,?]
um consegue chegar a idade adulta
para reprodugao. Dai a importancia
da conscientizagao da populagao
ligada a atividade pesqueira na sua
protegao e conservagao.
Para os aficionados do
colecionismo, lembramos que
existem diversos itens editados
sobre o Projeto Tamar, tais como
cartoes postais e cartoes telefonicos.
Alem disso, a tartaruga marinha
aparece em estampas de cedulas,
como a mostrada aqui, no valor de
R$2,00, moedas e selos.
E de se lamentar que o Departamento de
Filatelia da ECT nao tenha editado sequer
um carimbo comemorativo ao evento.
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v
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J
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9
DO CARTIER-BRESSON
QUE NAO CONHECEMOS
Mauro Cesar de Azevedo Machado - Florianopolis, SC
O olho do seculo, como ficou
conhecido Henri Cartier-Bresson,
nascido em 23 de agosto de 1908, em
Chantelpoup, cidade a 30 Km a leste de
Paris, era filho de uma familia burguesa
muito ligada a arte. Da mae normanda
herdou uma candura e elegancia frugal.
Seu pai parisiense era empresario do ramo
textil que nao prosperou muito, mas
viviam com conforto. Seus primeiros
passos pela arte foram estimulados pelo
seu mestre na Escola Fenelon, que o
encorajou a visitar o Louvre e as
galerias de arte modema. Ele proprio
confessava que sua obsessao era a
pintura. Seu primeiro mestre em
pintura foi Jean Cottenet. No inicio dos
anos 20, Henri recebeu aulas de
Jacques-Emile Blanche, um requintado
pintor da epoca. Em meados dos anos
20, Blanche colocou Cartier-Bresson
sob suas asas e o introduziu no seu
mundo cultural. Levou-o ao salao de
Marie-Louise Bousquet e a visitar
Gertrude Stein, que depois de olhar os
trabalhos do jovem pintor aconselhou-
o a seguir o ramo textil do pai.
Conheceu tambem o poeta e pintor
Max Jacob e atraves de seu colega de
classe encontrou o historiador de arte Elie
Faure. Aos 20 anos de idade, Cartier-
Bresson ja tinha adquirido consideravel
bagagem cultural.
Em 1927, entrou para o estudio de Andre
Lhote, que nao era um pintor talentoso
mas tinha aderido precocemente ao
Cubismo. Chegou a pintar 2 pegas
cubistas em 1928, uma em Paris e outra
Famosa foto de Henri Cartier-Bresson,
em que ele mostra sua notavel
capacidade de composigao.
10
em Cambridge. O ano academico de
1928-1929 ele passou visitando seu primo
Louis Le Breton que estudava no Colegio
Madalena da Universidade de Cambridge.
Continuou pintando. Em Cambridge,
conhece o trabalho de Eugene Atget e
Man Ray. Apartir dai surge o seu interesse
por fotografia. O conhecimento e a paixao
pela arte figurativa lhe remetem a
freqiientar ambientes surrealistas. Em
1929, retomando a Paris, Cartier-Bresson
fez o servigo militar obrigatorio no quartel
de aviagao Le Bourget, nos arredores de
Paris. Como discipulo do Surrealismo nao
fez segredos de seus sentimentos e dava
respostas comicas aos questionarios para
os novos recrutas. Ele mesmo lembrou de
uma ocasiao em que estava em servigo
com um rifle sobre um ombro e uma copia
de Ulysses sob o outro brago.
Em 1930, Cartier-Bresson deu seu
primeiro passo na sua reviravolta pessoal
quando embarcou para Camaroes e, ao
retomar, desceu na Costa do Marfim.
Contraiu malaria e ficou muito mal, mas
sem perder o senso de humor enviou um
cartao postal ao seu avo, pedindo para ser
enterrado na Normandia, nos limites da
Floresta de Eawy, e que fosse tocado um
quarteto de cordas de Debussy no funeral.
A resposta do avo, ditada por um tio, foi
suscinta: “Seu avo acha tudo isso muito
caro. E preferivel que voce retome antes”.
Apos a grande viagem a Africa, ja em
1931, e que comega a descobrir e se
dedicar a arte fotografica.
Em 1932, com 24 anos de idade, Henri
Cartier-Bresson adquiriu uma camera
Leica e seu interesse meramente casual
pela fotografia tornou-se uma grande
paixao.
Em 1939, foi convocado para o servigo
militar, caindo prisioneiro em 1940. Foge,
e em 1943 alia-se a Resistencia.
Em 1947, funda em Nova York a Agencia
Magnum junto com Robert Capa, David
“Chim” Seymour, Bill Vandivert e George
Rodger.
Suas marcas pessoais sempre foram o
anonimato de suas proprias imagens e nao
gostar de entrevistas. Fazia muito bem a
combinagao da imagem forma com a
imagem expressao.
E dele a frase: “Fotografar e uma questao
de colocar o olho, o coragao e a mente
numa mesma linha de visao”.
Considerado o pai do fotojomalismo, nos
deixa um grande legado. Acho ate mesmo
que ele nao morreu, e esta apenas na
camara escura da vida para se revelar em
uma grande imagem aos novos amantes
da arte fotografica.
Creditos: Trechos do livro: “HENRI
CARTIER-BRESSON: The Early Work ”,
editado pelo Museu de Arte Moderna de
Nova York, 1987, organizado por Peter
Galassi.
11
FALSI FICAgAO
0 caso do selo da ilha da Trindade
Luis Claudio Fritzen - Florianopolis, SC
Q uando falamos de falsificagao de
selos, nos ocorrem duas situagoes
distmtas: aquelas em que os falsificadores
visam a prejudicar os colecionadores, e
outras aos proprios correios. Os falsarios
procuram reproduzir as pegas postais
existentes ou do passado.
Ha entretanto uma terceira possibilidade,
nao menos lesiva: aquela em que se
“criam” selos e documentos inexistentes.
Nesta ultima hipotese, podemos apontar
para a emissao da Ilha da Trindade, na
costa brasileira.
A Ilha da Trindade, localizada a 1.150 km
a leste do Espirito Santo, flea na latitude
20°30’ S e longitude 29°20 ? O, sendo
composta de solo calcario e argila em um
terreno acidentado, a meio caminho entre
a Africa e America do Sul, que foi
disputada entre Portugal e Gra-Bretanha.
Pertence ao Brasil deste 1897.
O Frances James A. Harden-Hicken,
quando a bordo do navio Astoria para
dar a volta ao mundo, aportou na Ilha
da Trindade, devido ao mau tempo.
Resolveu langar sua bandeira
particular e proclamou-se Principe
James I da Trindade.
Retornando a Paris, em 1893, enviou
uma proclamagao a varios paises,
noticiando a criagao do Principado
Independente de Trindade. Chegou a
instalar uma chancelaria em Nova
York. Propunha colonizar a ilhota
para cultivar as artes e ciencias.
Projetou tambem um sistema postal.
Mapa parcial da America do Sul,
indicando a posigao da ilha da Trindade.
A ilha e o ponto extremo oriental do Brasil
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B C t &
Argentina
12
De acordo compublicagoes da epoca, que
denunciaram a fraude, foram emitidos
selos com desenho parecido com o do selo
de 18c de Borneu Setentrional de 1894.
Bloco alusivo aos 100 anos de soberania
nacional sobre a ilha da Trindade,
emitidopelos Correios em 07/05/1997.
Indicam a existencia de Selos do
Principado da Trindade nos seguintes
valores: 5 centimos, preto e verde; 10
centimos, preto e castanho; 25 centimos,
preto e azul; 50 centimos, preto e laranja;
75 centimos, preto e bias; 1 franco, preto
e vermelho e 5 francos, preto e cinzento.
Nao chegaram a ser usados, e os
exemplares foram quase que
completamente destruidos. Hoje sao
muito raros.
Antes de completados os preparativos da
colonizagao, aquela ilhota foi ocupada
pela Gra-Bretanha para instalar uma
estagao do cabo submarino. Apesar dos
protestos de James A. Harden-Hicken, a
mesma nao lhe foi restituida. Sabemos
apenas que foi viver no Mexico, onde se
suicidou anos depois.
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15
CEDULAS BRASILEIRAS
Como colecionar
Marcio Roveri Sandoval - Florianopolis, SC
P ara iniciar uma colegao de
cedulas brasileiras,
considerando os padroes
Cruzeiro, Cruzado e Real, um
bom caminho e o de adquirir
uma cedula de cada valor, da l a
e 2 a estampas, ABN (American
Bank Note Company), TLR
(Thomas de la Rue) e CMB (Casa da
Moeda do Brasil).
Veja o significado destas e de outras
abreviaturas ao final do artigo.
Como segundo passo, podemos
considerar uma colegao mais dificil de ser
montada. Trata-se de uma
colegao por micro chancelas
(assinaturas). Esta fase sera mais
demorada, pois existem cedulas
que nao sao faceis de se
conseguir, ja que existem
assinaturas muito escassas ou
mesmo raras. Com um pouco de
paciencia e dedicagao, a colegao ganha
um sabor especial e, aos poucos, o
colecionador acabara conseguindo fechar
todas as assinaturas, completando assim
uma colegao com 269 unidades,
do padrao monetario Cruzeiro
ate o Real.
Agora, o colecionador, tendo
adquirido alguma experiencia,
tern como desafio conseguir as
cedulas com asterisco (*), que
sao as chamadas cedulas de
reposigao. Desejando ampliar
ainda mais a sua colegao, o colecionador
pode optar por variantes, tais como:
16
Modulo maior, Cedulas aproveitadas,
Modelos, ou ainda Cedulas com defeitos.
Outra opgao, tambem muito atraente, e
iniciar uma colegao do padrao MIL REIS.
INFORMAgOES IMPORTANTES:
As cedulas devem ser tratadas como
preciosas joias, pois sua valorizagao,
atual e futura, dependera de como sao
cuidadas. Guarda-las de forma segura;
adquirir um ALBUM com folhas de
plastico PVC ou CRISTAL com divisoes;
evitar o manuseio frequente das cedulas,
sao atitudes que ajudam a
preservar uma colegao. No mais,
os albuns devem ficar em
ambiente neutro, de preferencia
em armarios de madeira ou
locais onde a temperatura nao
varie. Havendo necessidade, o
colecionador deve procurar
ajuda junto a um comerciante de sua
confianga e ou clubes e associates de
colecionadores.
CONSERVA£AO DAS CEDULAS:
As cedulas podem chegar as maos do
colecionador em estado de conservagao
ruim - que chamamos de BC (bem
conservadas) no que se refere a sujeiras,
manchas de gordura, tinta, etc.
Normalmente, as tintas utilizadas na
impressao de cedulas sao de excelente
qualidade e nao soluveis facilmente, alem
do que o papel e mais resistente
que o papel comum. Nao
devemos fazer limpeza na
cedula, exceto quando nao ha
outra saida, por ela estar
realmente suja. Neste caso,
devemos lavar a cedula
delicadamente, com uma
esponja macia e detergente
neutro. Livres das manchas e
sujeiras superficial, as cedulas
devem secar por 24 horas entre
as paginas de uma lista
telefonica, protegidas com
folhas de papel sulfite branco
sem uso, para que nao se
manchem com a tinta da lista
17
telefonica. Devemos colocar um peso
sobre a lista, para que as cedulas sequem
sem sinais de dobras.
Devemos ter atengao com as cedulas
Soberba e Flor-de-Estampa, pois elas nao
podem ser lavadas. Do contrario, perderao
esta condigao de conservagao, ficando
automaticamente rebaixadas e com seu
valor de mercado diminuido. Cuidado
tambem para nao passarmos as
cedulas com ferro de passar
roupas, pois isto as deixaria com ;
um brilho incomum, facilmente |
reconhecido por qualquer l
colecionador. Se porventura ,
existir uma mancha de tinta de
caneta esferografica, podemos
limpa-la, quase sempre com
bastante sucesso, utilizando um
pedago de algodao embebido em
alcool. Manchas profundas
praticamente invalidam a cedula
para uma colegao (com excegao
das raridades). Nao e
aconselhavel lavarmos as
cedulas muito antigas, a
exemplo das brasileiras de
padrao MIL REIS, pois suas cores se
desbotam com muita facilidade.
COMO SE COMPOE UMA CEDULA:
ESTAMPA: Indica a diferenga de
impressao, tamanho, feitio, desenho,
coloragao, ornatos, efigie, alegorias de
cedulas do mesmo valor. Nas cedulas
brasileiras antigas, encontramos a
inscrigao “Estampa”, seguida de uma
numeragao. Nas cedulas atuais, a estampa
e representada por uma letra “A” ou “B”,
nos cantos superior esquerdo ou inferior
direito, seguida de uma numeragao.
SERIE: Cada grupo de cem mil cedulas
de um mesmo valor e tipo formam uma
serie, expressa em numeros. Nas cedulas
atuais, apenas a letra designa a estampa e
os quatro primeiros numeros indicam o
numero da serie da referida cedula.
NUMERAGAO: Todas as cedulas sao
numeradas de 000.001 ate 100.000, em
cada serie. Nas cedulas atuais, os seis
ultimos digitos, a direita da letra
indicativa da estampa, representam o
numero da cedula.
AUTOGRAFO: Durante um periodo, no
inicio do padrao Cruzeiro (1942 a 1953),
todas as cedulas, para que pudessem
entrar em circulagao e ter seu curso legal,
deveriam receber assinaturas individuals
18
de funcionarios da “Caixa de
Amortizagao”. Apenas em 1953, as
cedulas receberam outro elemento para
que se tornassem legais - as micro
chancelas.
MICRO CHANCELAS: Sao as
assinaturas dos encarregados pela
emissao, impressas em tamanho reduzido
nas proprias cedulas. Atualmente,
podemos ver as micro chancelas do
presidente do Conselho Monetario
Nacional e do Presidente do Banco
Central.
EFIGIE: E a representagao da
figura humana, real ou
simbolica, existente nas cedulas.
FUNDO DE SEGURANCA: E
a impressao fraca, mono ou
policromatica, incluindo ou nao
algarismos inscritos
simetricamente em desenhos
tramados. Trata-se do desenho
da nota, feito para dificultar
falsificagoes.
VALOR: Indicado normalmente
em numeros nos cantos das
cedulas, tanto no anverso quanto
no reverso, geralmente expresso
por extenso. Nas cedulas atuais,
em circulagao, os valores estao
expressos nos cantos inferior esquerdo e
superior direito do anverso.
PAPEL: O papel utilizado no fabrico das
cedulas e especial e de qualidade superior,
com maior capacidade para suportar
tragao (ser puxada e nao rasgar com
facilidade) e contendo elementos de
seguranga contra falsificagoes - fibras
coloridas -, percebidas se olharmos com
atengao a cedula.
MARCA D’AGUA OU FILIGRANA: E
o efeito produzido no fabrico do papel,
visivel contra a luz nas partes claras das
cedulas, geralmente repetindo o desenho
da efigie ja existente.
FIO DE SEGURANGA: E urn fio de
metal ou plastico acrescentado entre as
fibras do papel, quase sempre em posigao
vertical. Atualmente, os fios em nossas
cedulas sao magnetizados e contem a
inscrigao “Banco Central do Brasil”.
CARIMBO: Sobre-impressao, utilizada
apos as cedulas serem impressas, que
muda seu valor nominal ou facial. Sao
exemplos recentes os carimbos
triangulares de Cruzados Novos,
aplicados sobre as cedulas de Cruzados.
DIMENSOES: As cedulas variam de
tamanho. Existem cedulas pequenas,
19
cerca de 5cm, ate as de 40cm de
comprimento.
Termos usados para classificar o estado
de conservagao da cedula:
BC - BEM CONSERVADA: E a cedula
ja circulada, em que se admitem dobras,
sujeiras, manchas, e ate riscos, mantendo-
se contudo os desenhos e cores visiveis.
MBC - MUITO BEM CONSERVADA:
E a cedula pouco circulada com algumas
dobras ou amassadas ou levemente sujas.
S - SOBERBA: Minima circulagao, semi
nova e com leves dobras.
FE - FLOR DE ESTAMPA: Nao
circulada, nova e sem dobras.
Abreviaturas de orgaos impressores:
PBP: Perkins, Bacon & Petch
BWC: Bradebury Wilkinson & Co. Ltd.
CMB: Casa da Moeda do Brasil
GD: Georges Duval
CPM: Cartiere P. Milani
GDEC: Georges Duval e Emile Grosbie
GDJH: Georges Duval e Jules Huyot
JEZ: Jon Ensoheb & Zonen
ABN: American Bank Note Company
TLR: Thomas De La Rue
WSL: Waterlow & Sons Limited
CMB: Casa da Moeda do Brasil
GD: Giesecke Devrient (Alemanha)
FCO: Frangois Charles Obeerthur
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VOCE SABI A?...
Os colecionadores de selos postais
classicos do mundo inteiro
consideram como sendo os selos
mais “dificeis” a cabega do deus
Mercurio, da Grecia, e as diversas
emissoes nao denteadas de 1853 a
1866, do Chile.
O cartao postal e uma invengao
austriaca de 1869. No inicio, era
uma simples cartolina selada, onde
se podiam escrever mensagens
curtas. Pouco a pouco, numa das
faces, desenhos e fotografias foram
mostradas. O auge da moda do
cartao postal foi entre 1900 e 1930.
Anuncie no boletim da
AFSC
Sao os seguintes os valores
dos anuncios:
Pagina inteira: R$ 60,00
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Quarto de pagina: R$ 20,00
Terceira capa: R$ 100,00
O colecionismo depende
de todos nos.
21
ALLAN KARDEC
Julio Doin Vieira - Florianopolis, SC
A llan Kardec e o pseudonimo de:
^eon-Hippolyte Denizard Rivail,
professor emerito de Lyon, Franga, que,
em meados do seculo XIX, codificou a
Doutrina Espirita, em dez livros, e
manteve publicada, de 1858 a 1869, a
Revista Espirita.
Esta doutrina se expandiu pelo mundo
cristao, principalmente. Hoje, e muito
divulgada nas plagas deste nosso Brasil.
Em 18 de abril de 1957,
comemorou-se o
centenario da publicagao do primeiro
livro da doutrina Espirita: “O Livro dos
Espiritos”. Naquela ocasiao, os Correios
emitiram um selo comemorativo, com a
foto do Codificador, no valor de Cr$2,50.
Em 09 de abril de 1964, novamente os
Correios prestigiaram o Codificador,
langando um selo comemorativo com a
figura do Mestre de Lyon, no valor de
Cr$30,00, com os seguintes dizeres: “O
EVANGELHO DA CODIFICA£AO
ESPIRITA- 1864- 1964”.
Para registrar o centenario da
desencarnagao de Allan Kardec, foi
langado um selo no valor de 5 centavos,
em 31 de margo de 1969.
E, mais ainda: Os Correios, mantendo sua
tradigao, homenagearam novamente o
Codificador, emitindo um selo no valor
de R$l,60, em 2004, comemorando o
bicentenario de nascimento de Allan
Kardec.
-
Sem duvida alguma, nesta tarefa de
colecionador, sempre e grato ver figuras
de destaque, nao so no cenario nacional,
como tambem no internacional, sendo
amplamente prestigiadas com a emissao
de selos comemorativos a sua existencia.
Mais uma vez de parabens o nosso
Correio.
22
Selos & Cia
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23
FI LATE LI A TEMATICA
Um pouco de historia
Lucia Milazzo - Florianopolis, SC
D esde que foi criado, em 1840, como
taxa para a operagao de
encaminhamento de correspondence, o
selo postal nao so se tornou um simbolo
revolucionario na area das finangas mas
tambem um simbolo de busca e paciencia
a partir do momento em que se percebeu
que ele poderia ser colecionado. Nascia a
filatelia.
De 1840 para ca, o trafego postal cresceu,
as emissoes postais se multiplicaram e,
naturalmente, com eles a filatelia se
expandia, comportando alguns ramos, ou
seja, algumas classes.
Dentre as classes criadas, distingue-se a
filatelia tematica.
As primeiras colegoes organizadas por
assunto e nao por pais apareceram por
volta de 1930, na Alemanha, mas foi
somente depois da Segunda guerra
mundial que este modo de colecionar
comegou a se desenvolver.
No principio, poucos eram adeptos desta
nova tecnica de colecionar que tinha como
base nao mais um determinado pais, o ano
da emissao do selo, sua filigrana ou
denteagao, mas o assunto tratado no selo.
Contam que a consolidagao desta maneira
de colecionar deve-se muito ao empenho
e a perspicacia de dois religiosos: o
conego frances Lucien Braun e o abade
belga Frans de Troyer. O conego, que era
tambem educador e filatelista, numa certa
ocasiao, ao ver uma colegao de selos
consagrada exclusivamente a religiao,
pressentiu o interesse educativo de uma
filatelia tendo como base um assunto.
Assim, num esforgo para impulsionar esta
nova tecnica, ajudou na elaboragao de
algumas avaliagoes sobre colegoes que se
ocupavam de um so assunto. Entretanto,
estas colegoes nao eram conhecidas, uma
vez ser dificil mostra-las nas exposigoes.
Conego Lucien Braun
Em 1949, o conego Braun langou o seu
primeiro livro sobre o assunto, cujo titulo
era: Konstuktive Philatelie - Ein Beitrag
zur philatelistischen Volkserziehung - A
24
Filatelia construtiva - uma contribuigao
para a educagao filatelica popular.
Pouco mais tarde, o religioso escreveu um
outro livro - La philatelie constructive
dans le cadre de la philatelie generale -
A filatelia construtiva no ambito da
filatelia geral - em que definia de modo
consistente uma nova forma de filatelia
construtiva. Assim, pode-se dizer que o
conego Braun langou os principios da
filatelia que hoje chamamos de filatelia
tematica.
O abade e tambem
professor secundario de
religiao Frans de Troyer,
nascido em 1914, e que
comegou a se interessar
pela filatelia aos 34 anos,
e considerado como um
pioneiro da filatelia tematica quando, para
dar novo vigor as suas aulas, resolveu usar
a filatelia como recurso didatico. Este foi
o ponto de partida.
Sua primeira colegao, que teve por tema
a Virgem Maria, lhe rendeu fama
internacional e medalhas de ouro em
diversas exposigoes internacionais. No
fim dos anos 60, o abade belga monta uma
das mais importantes e reconhecidas
colegoes tematicas: “A Historia da
Igreja”.
Sem duvida, pode-se imaginar que as
primeiras colegoes tematicas nao
possuiam um roteiro bem definido, a
preocupagao com a pesquisa e
apresentagao e nem mesmo a preocupagao
com a selegao de material e textos.
Entretanto, a ideia estava sendo cultivada,
ou melhor, seguida por muitos
colecionadores.
Nada mais a partir dai, pode deter o
movimento em favor da filatelia tematica.
Tradugao e adaptagao.
Fonte: La Philatelie Thematique ,
Robert Migoux.
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25
CARTOES POSTAIS
Dicas para colecionadores
Jose Carlos Daltozo - Martinopolis, SP
O importante, nao so no colecionismo
de cartoes-postais como de qualquer
outro objeto, e a persistencia. Temos de
ser obstinados mas nao obsessivos. Nao
precisamos ter pressa e fazer dividas so
para comprar postais. A compra tem de
ser feita com sobras de dinheiro, aquele
que nao vai fazer falta no final do mes.
Colegao e prazer e nao dor de cabega
financeira. Devagar se vai ao longe.
Comprar as novidades nas cidades
visitadas, adquirir alguns cartoes
diretamente de editoras, fazer trocas
freqiientes com outros colecionadores e,
principalmente, receber doagoes, sao
maneiras de melhorar uma
colegao.
Voces nao imaginam a quantidade
de pessoas que jogam postais no
lixo. Muitos viajam, compram
postais nas cidades visitadas,
mostram aos amigos e parentes e,
depois, jogam no fundo de uma
gaveta. Anos depois, num dia de
faxina, eles sao jogados no lixo.
Eu mesmo ja recebi varias
doagoes importantes, uma delas
de mais de 1.000 postais da amiga
de um amigo meu do Rio de Janeiro. Ela
estava mudando de apartamento e
jogando fora postais, revistas, papeis
velhos, etc. Por sorte, esse meu amigo viu
aquela papelada jogada no chao,
incluindo muitos postais. Comentou que
eu colecionava, deu meu enderego e
apareceu aqui, um dia, um pacote com
mais de 1.000 postais do Brasil e do
exterior, dessa senhora que eu nao
conhecia. Hoje, mantenho contato com
ela, que ficou fa da minha colegao. De
vez em quando, ela arrecada uns postais
com amigas la no Rio de Janeiro e me
envia. Tambem ja recebi mais de 400
postais de uma comissaria de bordo, que
leu sobre minha colegao numa revista, ha
uns tres anos.
Divulgando suas colegoes entre seus
amigos de escola, trabalho, vizinhos e
outros mais, voce pode receber excelentes
26
doagoes algum dia. Eu nao me furto a
dizer, onde quer que va, que sou
colecionador. Tambem escrevo artigos
sobre postais para jornais, boletins e na
Internet.
O ano de 2004 foi prodigo em doagoes.
Num unico mes, recebi doagoes de mais
de 300 postais antigos de um padre da
Igreja Ortodoxa Russa de Sao Paulo, e
mais de 200 postais italianos, estes de um
descendente que reside em Sao Paulo.
Muitas vezes recebemos doagoes de
postais sem esperar, desde que
divulguemos constantemente, por todos
os meios e em todas as ocasioes, que
somos colecionadores. Devemos ter em
mente que o postal nao e um simples
pedago de papel. Ele e muito mais que
isso, uma fonte inesgotavel de consulta e
prazer. Pode ser, inclusive, um otimo
remedio para o estresse. Entre os maiores
colecionadores do pais ha medicos,
juristas, historiadores, professores
universitarios, engenheiros, professores,
comerciantes, aposentados, enflm, uma
gama enorme de pessoas que veem no
postal muito mais que um simples
retangulo de papel.
Em uma colegao de postais,
podemos observar a historia, a
geografia, a arquitetura, o modo
de vida, o desenvolvimento das
cidades, o urbanismo, os meios de
transportes. Vejam, nas livrarias
ou bibliotecas, os livros de arte
sobre as cidades. A maioria se
utiliza de postais antigos (ate
1950) como ilustragao. Dizem
que certas cidades europeias
bombardeadas na II Guerra foram
reconstruidas tais como eram, pela
observagao de postais antigos, pois tudo
o mais tinha sido destruido. Os postais
preservam para o futuro a memoria das
cidades. O que e novo hoje, sera antigo
amanha. Assim como foi novo um dia
aquele postal circulado em 1910 e que
hoje e cultuado como raridade. Ao iniciar
uma colegao, temos de pensar no objetivo
da colegao, se vamos fazer TEMA
GERAL ou so aqueles temas de que mais
gostamos. Ha colecionadores especificos
de temas como navios, avioes, trens,
estadios de futebol, praias, igrejas, entre
outros.
Caro Comerciante:
Colabore, fazendo o seu anuncio neste Boletim,
e tambem em nosso site na Internet!
27
A SIGILOGRAFIA
na numismAtica BRASILEIRA
Luis Claudio Fritzen - Florianopolis, SC
A palavra “sigilografia” e de origem
xYgreco latina, oriunda do latim
“sigillum” (selo) e do grego “graphien”
(descrever), e nada mais e do o estudo
descritivo dos sinetes. Inicialmente, dizia
respeito ao instrumento de face gravada,
que imprimia em cera ou em qualquer
outra massa uma determinada marca
convencionada pelo seu possuidor. Com
o correr dos tempos, esta palavra
estendeu-se a qualquer outra reprodugao
em relevo. Por isso, podemos utiliza-la
para a numismatica.
Antes de adentrar no assunto, convem
destacar que, no acervo do Museu
Historico Nacional, ha um exemplar de
um sinete que seria da Agenda do Banco
do Brasil, em Ouro Preto (MG), em
pequeno modulo de bronze. Dentro do
circulo serrilhado, duas embocaduras de
rios com os dizeres: Amazonas - Prata,
escoando em um mar e de permeio as
embocaduras, uma cruz de estrelas,
ladeada por quatro ramos, circundados
pela legenda “CAIXA FILIAL DO
BANCO DO BRASIL - OURO PRETO”.
Tal pega se encontra com um cabo de
madeira, terminando em maganeta. Pelo
que se sabe, e o unico exemplar desta
natureza que teria sido utilizado para
lacrar, ou marcar, correspondences.
Mas nas historias das moedas, a utilizagao
de carimbos ou contramarcas e antiga.
Uma das noticias monetarias do passado
remoto e a de que Vespasiano mandou
aplicar carimbos em moedas romanas.
BRASIL COLONIA
No sistema monetario brasileiro, a
primeira utilizagao foi aquela adotada por
Dom Joao IV, para resolver, ou tentar, os
problemas insoluveis da economia.
Assim, para aumentar o numerario da
Fazenda Real, ja em 1642 passou-se ausar
carimbos dentro de uma cercadura linear,
nos valores de 120, aplicado no Tostao,
de 100 no Quatro
vintens, de 60 no Meio
tostao e de 50 no Dois
vintens. No ano
seguinte, 1643,
apareceram os carimbos
de 480 na Pataca (Real
de Ocho), de 240 na Meia pataca, de 120
no Quarto de pataca e de 60 no Oitavo de
pataca.
28
Em 1645, surgiu o carimbo de 880, dentro
de um retangulo, sob a coroa real, sendo
aplicado sobre o Cruzado do Monte
Calvario, e no mesmo ano um carimbo
de 800, aplicado sobre os Escudos
espanhois. No ano seguinte, o carimbo de
10U, de dez mil reis, e tambem o de 1U,
dentro de um escudete portugues.
Tais carimbos eram usados inicialmente
em Portugal e Azores, e mais tarde
remetidos ao Brasil, e de acordo com o
alvara de 26 de fevereiro de 1643,
aplicados nas patacas e meias patacas
espanholas, sendo estabelecidas oficinas
na Bahia, Maranhao e Rio de Janeiro. A
majoragao inicial das moedas era para ser
de 20%, mas na realidade, logo depois,
foi para 25%, conforme a Apostila de 10
de margo de 1643.
No reino seguinte, de Afonso VI,
continuou-se com tal pratica. O mesmo
acontecendo com Dom Pedro II.
Ja na regencia de Dom Joao VI, a Lei de
10 de abril de 1809 ordenava que tivessem
um valor duplo as moedas de cobre
emitidas antes de 1803, desde que fossem
carimbadas com as armas reais. O Alvara
de 1° de setembro de 1808 mandou
carimbar os pesos espanhois com o valor
de 960 reis, no anverso, com a coroa real
entre dois ramos de louro e de carvalho,
com o valor abaixo da jungao dos ramos.
Pelo Alvara de 18 de abril de 1809, as
moedas de prata foram carimbadas com
as armas reais, mudando o valor de 600
para 640 reis, de 300 para 320 reis, de
150 para 160 reis e de 75 para 80 reis. As
moedas de cobre, emitidas em 1803, com
o carimbo passariam de 40 para 80 reis,
de 20 para 40 reis e de 10 para 20 reis.
O aviso de 11 de abril de 1818 mandou
carimbar os pesos espanhois em Mato
Grosso. O carimbo, no anverso, apresenta
a coroa real, tendo abaixo a letra
monetaria C, e esse conjunto no interior
de dois ramos que chegam a base da
coroa. No reverso, a esfera armilar com o
escudo no centro.
29
Houve carimbos tambem em Cuiaba.
BRASIL IMPERIO
Apos a independence, foi fabricada a
Pega da Coroagao, porem em apenas 64
exemplares, no valor de 6.400 reis, com
a letra monetaria R, nao havendo tempo
para outras moedas. A fim de nacionalizar
as moedas entao circulantes, foram
criados carimbos, para serem aplicados,
no anverso, com o valor entre dois ramos
de cafe e de fumo, encimados pela coroa
imperial. No reverso, o escudo do
Imperio.
O decreto de 8 de outubro de 1833 e a
ordem do dia 18 de outubro daquele
mesmo ano alteraram os valores das
moedas de ouro, cobre e bronze. Foram
empregados carimbos locais no Ceara,
Maranhao, Mato Grosso e Para.
Houve um carimbo de ordem geral,
aposto as moedas de cobre de 80, 40 e 20
reis, entre 1835 e 1838, que apresentava
uma circunferencia,
no interior da qual
estava o novo valor,
destinando-se as
moedas de letra
monetaria R.
30
No Rio Grande do Sul, durante a
revolugao farroupilha, em 1835, usaram
um carimbo nas moedas de prata, com a
denominagao de REPUBLICA DO
PIRATINI, apresentando duas maos
sustentando uma baioneta, tendo na ponta
um barrete frigio, e esse conjunto sobre
um fundo irradiado, entre floroes e a data
de 1835. Em Santa Catarina, o mesmo
movimento fundou a Republica Juliana.
BRASIL REPUBLICA
No periodo republicano, apareceram
carimbos, porem de ordem particular, com
varias intengoes ou fins.
Os mais conhecidos sao as contramarcas
do charqueador S. GUERRA, que no
periodo entre 1920 a 1928, as utilizou em
moedas brasileiras de
varios metais e datas,
para evitar que as
mesmas saissem de
suas fazendas, sitas em
Quarahy, no Rio
Grande do Sul.
Durante a revolugao constitucionalista de
Sao Paulo, em 1932, foi utilizado um
carimbo unifacial,
circular e linhado,
constituido por um
capacete sobre 1932
C.O. (campanha do
ouro), e feitas na Santa
Casa de Misericordia.
No ano de 1913, na cidade de Iguape, SP,
utilizou-se um carimbo para comemorar
a Festa do Divino Espirio Santo, em
moedas de cobre.
Tambem, a V Exposigao de Selos e
Moedas do Ceara, em 1959, teve carimbo
uniface aposto a moedas de prata, o
mesmo acontecendo com a II Exposigao
Numismatica de Belo Horizonte, em
1936.
continua...
31
Finalmente, pelo Clube Filatelico e
Numismatico de Santos, para comemorar
varios eventos, entre os anos de 1949 a
1956.
Hodiernamente, conhecemos as
experiences do gaucho Pedro Balsemao,
o qual coloca suas contramarcas em
moedas contemporaneas. Nossa justa
homenagem a este que perpetua a
sigilografia em nossa numismatica.
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de cunho ou disco).
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33
AFSC participativa
N estes meses de julho e agosto de 2005, a AFSC esta participando de alguns
eventos de projegao e promovendo o 140° Encontro de Colecionadores de Santa
Catarina. Destacamos:
Premio AFSC
Capa do Boletim de langamento da
I Exposigao Filatelica Nacional da
FEFIBRA
Vila Rica 2005 -1 Exposigao Filatelica Nacional - que sera realizada no periodo de
14 a 20 de agosto, na cidade de Ouro Preto - MG. Esta exposigao e uma promogao da
Federagao de Filatelistas do Brasil e da Empresa Brasileira de Correios e Telegrafos.
34
Com satisfagao, a AFSC estara ofertando um bonito relogio, como um dos premios
especiais que serao distribuidos, a criterio dos jurados.
SANTA CATARINA estara representada pelas seguintes colegoes:
Carlos Dalmiro S. Soares
Petroleo: O Ouro Negro
Tematica
Demetrio Delizoicov
Presenga Notavel
Tematica
Roberto Joao Eissler
Perfins da Gra Bretanha
Tradicional
Lucia de Oliveira Milazzo
Castelos e Igrejas da Franga
Tematica
Roberto Basso
Memorias de Um Lengo Escoteiro
Tematica
Agnaldo de S. Gabriel
Meu Brasil e o Maximo
Maximafilia
Ernani S. Rebello
O Mundo dos Minerais
Tematica
Agnaldo de S. Gabriel
Envelopes Oficiais do Brasil
Tradicional
Lucia de Oliveira Milazzo
Cores e Sabores
Um Quadro
Roberto Joao Eissler
Ao Remetente 1940-1950
Um Quadro
AFSC
Santa Catarina Filatelica
Literatura
AFSC
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Literatura
Eduardo Schmitt
www. schmittstamps. com.br
Literatura
Transcrevemos, aqui, algumas palavras do presidente da FEFIBRA, Everaldo Nigro
dos Santos, tao bem colocadas no Boletim de langamento da Exposigao:
“Ouro Preto foi uma das primeiras cidades brasileiras a abrir uma agencia de correio,
em 9 de margo de 1798, apos a extingao do Correio-Mor pelo Governo Portugues.
Ouro Preto, ate 1823 denominada Vila Rica, foi tambem capital da rica Provincia de
Minas Gerais, ate o final do seculo XIX.
Nada mais apropriado, portanto, que sediar ali nossa primeira Exposigao, que espero
ser um sucesso”.
I Mostra Filatelica e de Telecartofilia de Santa Catarina - acontecendo de 25 de
julho a 5 de agosto, em Florianopolis, promovida pela Brasil Telecom e Empresa
Brasileira de Correios e Telegrafos.
As colegoes expostas sao as seguintes:
Celio Colin
Colecionismo - Unindo valores
Joinville
Cesar Salfer
Cartoes telefonicos de SC
Joinville
Evania Maria Silva
Prova de impressao de cartoes
Florianopolis
CORREIOS
Motocicletas
CORREIOS
Locomotivas
continua.
35
Ernani Rebello
Lucia Milazzo
Milton Milazzo Jr
Renato M. Schramm
A Evolugao dos meios de transporte Florianopolis
Cores e Sabores Florianopolis
Brasil no ar Florianopolis
Selos Magonicos Sao Jose
Panoramica parcial da I Mostra Filatelica e de Telecartofilia,
no Hall de entrada da Sede da Brasil Telecom, em Florianopolis.
INDICE DE ANUN Cl ANTE S (ordem alfabetica)
Ademar Goeldner
09
Celso e Daniela Suzuki
32
Cesar Lima Ottoni
20
CVFIL
13
Edison Correa
14
FILATELIA 77
21
Filatelica BRASILIA
25
Filatelica OLHO DE BOI
32
Filatelica ZEPPELIN
33
MULTICOLECIONISMO
14
PIRES FILATELIA
39
REICHERT e SOARES
15
SELOS & Cia
23
V
36
AlSso Cj
Associa^ao Filatelica e Numismatica de Santa Catarina
Fundada em 6 de Agosto de 1938
Fone/Fax (48) 222-2748 - Caixa Postal 229
CEP 88010-970 - Florianopolis - SC
A AFSC vem desenvolvendo um importante trabalho de divulgagao do colecionismo
em geral.
Editamos anualmente o Boletim Santa Catarina Filatelica, realizamos Vendas Sob Ofertas
a cada dois meses. Anualmente, no mes de agosto, realizamos o tradicional Encontro de
Colecionadores.
Outras atividades por nos desenvolvidas sao a edigao do jomal “SETE”, a realiza 9 ao de
exposi 9 oes, mostras e palestras para novos colecionadores.
Todas as nossas publica 9 oes, programa 9 oes e convites sao enviados aos socios, Clubes
e Associa 9 oes congeneres. Dispomos tambem de vasta Biblioteca que esta a disposi 9 ao
dos associados em nossa sede social.
Para dar suporte aos dispendios decorrentes das atividades referidas, dependemos
exclusivamente da arrecada 9 ao das anuidades pagas pelos nossos associados, que podem
ser das seguintes categorias:
Efetivos - residentes na Grande Florianopolis com idade a partir de 18 anos ....R$50,00
Juvenis - residentes na Grande Florianopolis com idade inferior a 18 anos.R$ 10,00
Correspondentes no Brasil - residentes fora da grande Florianopolis.R$20,00
Correspondentes no Exterior - residentes em outros paises.US$ 35,00
Ao pagar a anuidade, voce tera direito a um anuncio gratuito em nosso site durante um
ano.
Caso seja do seu interesse associar-se, remeta-nos a ficha no verso desta, devidamente
preenchida, acompanhada de cheque nominal a AFSC, ou copia do recibo de deposito
na conta 043.944-7, agenda 055-8, banco 027 - Banco do Estado de Santa Catarina -
BESC.
Se voce ja e associado, regularize sua situa 9 ao pagando a anuidade em dia. Mantenha
seus dados atualizados. So assim poderemos atende-lo bem.
A Diretoria
37
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I | Efetivo O Junior Q Corresp. Brasil Q Corresp. Exterior
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SELOS PARA COLECOES
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CON VITE
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convida para suas reunioes regulares:
Quintas-feiras, a partir das 18:00 horas
Sabados, a partir das 14:00 horas
Participe !
De segunda a sexta-feira, a Sede da AFSC permanece aberta,
das 14:00 as 18:00 horas.
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